A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) divulgou o estudo “Biometano em São Paulo: Potencial e Medidas para Alavancar a Produção”, realizado pela Amplum Biogás em parceria com Instituto 17 e PSR, que mostra o grande potencial do biometano no estado.
O levantamento aponta que São Paulo tem condições de ofertar 6,4 milhões de Nm³/dia, volume capaz de substituir até 43,9% do consumo atual de gás natural ou 24% do diesel utilizado no transporte.
O estudo também projeta a instalação de 181 plantas de produção, gerando mais de 20 mil empregos diretos e indiretos, e contribuindo para mitigar em até 16% as metas de descarbonização do estado.
A publicação foi encomendada pela FIESP juntamente com associações e empresas industriais (Abiogás, Abrema, Unica, Abividro, Aspacer, Anfacer e Scania).
O material que mapeia e quantifica o potencial produtivo de biogás e biometano em São Paulo, mostra o pioneirismo do estado no desenvolvimento de uma nova indústria da transição energética e de baixo carbono no país.
Ainda assim, é preciso adotar um papel estratégico do biometano, e ações necessárias para destravar o setor.
Medidas levantadas durante o estudo mostram a necessidade de:
- Oferta competitiva de biometano
- Estruturação de mercado e infraestruturas prioritárias, para facilitar escoamento
- Estímulo à demanda de biometano no transporte pesado
- Medidas transversais como parcerias com o estado, e estratégia de pesquisa e desenvolvimento
Nesse sentido, além de ações a curto prazo, metas a longo prazo também foram apresentadas no estudo, assim como a necessidade de ampliação do debate político sobre o tema.
A criação de um programa robusto e inovador para o biometano, baseado em diretrizes estratégicas, pode impulsionar a transição energética não só do estado, mas do país.
Elementos de desenvolvimento
O estudo não focou apenas em potencial dentro dos levantamentos, foi abordado o potencial na demanda por biometano, dentro dos dois maiores setores de consumo energético no estado: a indústria e o transporte.
Nas indústrias do estado foi possível estimar, uma demanda potencial de 2,4 milhões de m³ por dia de biometano no setor industrial.
No caso do transporte, estima-se uma demanda de curto prazo de 0,95 milhões de m³ por dia de biometano.
Outro tópico foi a descarbonização do biometano, mostrando que se todo potencial de oferta de biometano no Estado de curto prazo for alcançado, esse montante de mais de 24 milhões de tCO2 eq deixará de ser emitido anualmente.
O estudo também avaliou a logística e polos de oferta do biometano, além de análise custos de produção para diferentes rotas tecnológicas, e cenários de logística.
Com estratégia é possível avançar
“Integrar essa equipe, buscar dados, e fazer levantamentos sobre a realidade do biometano em São Paulo, foi também entender que o país é dono de um potencial ainda pouco explorado, mas com estratégia e conhecimento, será possível avançar”, disse Leidiane Mariani CEO da Amplum Biogás, e membro da coordenação da equipe executora do estudo.

Ao integrar a equipe de profissionais para traçar o perfil da produção de biometano em São Paulo, a Amplum Biogás firma-se como referência em consultoria.
Ao mesmo tempo, um importante canal de conhecimento e crescimento na leitura dos principais caminhos para a transição energética, descarbonização e progresso com o biogás.
Gostou? Confira mais sobre o estudo AQUI
Veja também o vídeo do Estudo divulgado pela FIESP
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