O biogás de aterros sanitários vem se consolidando como uma oportunidade relevante dentro da transição energética no Brasil. Com mais de 81,6 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos gerados anualmente, segundo a ABREMA (Panorama de Resíduos Sólidos no Brasil 2025), o país possui um dos maiores potenciais do mundo para produção de energia renovável a partir de resíduos, especialmente na forma de biogás e biometano.
Apesar desse potencial, grande parte do biogás gerado em aterros ainda não é aproveitada de forma eficiente. Muitos sistemas de captação e tratamento operam abaixo do ideal, o que representa não apenas perda energética, mas também impacto ambiental relevante. O metano, principal componente do biogás, possui um potencial de aquecimento global cerca de 27 vezes maior que o dióxido de carbono em um horizonte de 100 anos, de acordo com o IPCC.
Nesse contexto, o aproveitamento do biogás de aterros deixa de ser apenas uma solução ambiental e passa a ser uma estratégia econômica. Dados do Plano Decenal de Expansão de Energia 2031, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética, indicam que o Brasil possui potencial para expandir significativamente a produção de biogás e biometano até 2030, com diferentes rotas de aproveitamento, incluindo os resíduos sólidos urbanos provenientes de aterros
Já o Panorama do Biogás 2025, do CIBiogás, indica que unidades associadas a resíduos sólidos urbanos (RSU) e ao tratamento de esgoto produzem cerca de 52 mil Nm³/dia de biogás. Esse dado reforça a relevância desses segmentos, especialmente em projetos de maior escala, embora o potencial técnico nacional seja mais amplo e inclua outras fontes, como o setor agropecuário.
Ao mesmo tempo, o avanço regulatório, a expansão do mercado de biometano e a busca por fontes de energia de baixo carbono estão acelerando novos projetos. Esse movimento evidencia um desafio importante: a necessidade de profissionais qualificados para atuar na operação de aterros, no dimensionamento de sistemas de captação de biogás e na viabilização de projetos eficientes e rentáveis.
É nesse cenário que a capacitação técnica e estratégica se torna um diferencial competitivo. Com esse propósito, a Amplum Biogás, em parceria com a Clean Energy BR, estruturou o curso Biogás de Aterros Sanitários: engenharia, operação e mercado, conectando conhecimento aplicado à realidade dos projetos no Brasil.
Estruturado por Tiago Nascimento, fundador da Clean Energy BR e referência no desenvolvimento de projetos de biogás e biometano no Brasil, o curso carrega a experiência de mais de 15 anos dedicados a projetos de biogás de aterros sanitários.

Mestre em Tecnologia Ambiental e com MBA em Gestão Econômica e Financeira de Projetos, Tiago reúne mais de 20 anos de experiência no setor de resíduos, biogás e descarbonização.
Ao longo da carreira, participou de projetos de referência no Brasil, incluindo o Aterro Bandeirantes, marco no aproveitamento energético de biogás de aterro sanitário, além da gestão e otimização de operações de biogás em diferentes regiões do país. Sua atuação conecta conhecimento técnico, estratégia de negócios e visão de mercado para desenvolver soluções sustentáveis com impacto ambiental e retorno financeiro.
A partir dessa vivência, Tiago reforça que o grande desafio dos projetos não está apenas na tecnologia, mas na integração entre operação, captação eficiente e modelo de negócio. Como destaca,
“É isso que transforma potencial em resultado, e exige conhecimento técnico aplicado para otimizar a performance de captação do biogás e viabilizar sua transformação em energéticos como o biometano”.
Módulo 1 – Aterros sanitários e biogás
O professor Tiago explica que no módulo 1 do curso, o aluno compreenderá a evolução da gestão de resíduos no Brasil. A partir disso, será possível enxergar o aterro sanitário não apenas como destino final, mas como ativo estratégico dentro da economia circular.
Além disso, haverá a diferenciação entre lixões, aterros controlados e aterros sanitários, o que permite entender os níveis de maturidade operacional e suas implicações para a geração de biogás.
Ainda neste módulo, o especialista apresentará o panorama regulatório e de mercado, oferecendo uma leitura clara das oportunidades atuais, conectando políticas públicas, incentivos e cases de sucesso que mostram como o biogás já é uma realidade em expansão no país.
Paulo Ricardo Ferreira Almeida, foi aluno da turma anterior do curso de biogás de aterros da Amplum Biogás com a Clean Energy BR. Ele afirma que o conhecimento expandiu a visão sobre a temática. “Muito satisfatório o conteúdo apresentado. Com certeza saio com a bagagem cheia de conhecimento. Nunca tinha trabalhado ou estudado a fundo sobre aterro sanitário. Agora não vejo a hora de conhecer um.”
Módulo 2 – Operação, manejo e gestão de aterros sanitários
A segunda etapa da aprendizagem aprofunda a lógica operacional que sustenta a eficiência de um aterro. O dimensionamento adequado das células, os métodos de operação e as tecnologias aplicadas são apresentados como fatores diretamente relacionados à longevidade do ativo e à qualidade da geração de biogás.
O módulo traz uma visão aplicada, mostrando como decisões operacionais impactam a viabilidade futura de projetos energéticos. Casos reais do Brasil e do exterior ajudam a traduzir esses conceitos em prática, evidenciando que a boa gestão de resíduos é também o primeiro passo para um projeto de biogás bem-sucedido.
Módulo 3 – Biogás de aterro sanitário
Nesta etapa do curso, o conteúdo avança para o entendimento técnico da geração e captação do biogás. Os fatores físicos, químicos e biológicos que influenciam a produção são explorados de forma integrada, permitindo compreender por que dois aterros com características semelhantes podem ter desempenhos completamente diferentes.
O módulo aborda também a estrutura dos sistemas de captação, o dimensionamento de redes e os critérios operacionais . assim como formas de monitoramento contínuo e controle operacional, para garantir desempenho energético e ambiental.
Módulo 4 – Sistemas de conversão de biogás de aterro
Tiago explica que o 4o módulo conecta todo o conhecimento técnico ao resultado econômico e estratégico dos projetos, abordando assim O tratamento do biogás, a geração de energia elétrica e as tecnologias de upgrading para produção de biometano como rotas de aproveitamento energético do biogás de aterros sanitários. O módulo também explora soluções para redução de emissões fugitivas e apresenta projeções de mercado, permitindo que o aluno compreenda não apenas o “como fazer”, mas principalmente o “onde estão as oportunidades” nos próximos anos.
Um passo à frente em um mercado em expansão
A transformação do biogás de aterros em energia e receita não depende apenas de tecnologia, mas de profissionais capazes de integrar múltiplas dimensões de um projeto. É essa visão sistêmica, que conecta resíduos, engenharia, operação e mercado.
Se você quer se posicionar, atuar e fazer parte deste cenário, transformando conhecimento em oportunidades concretas e negócios, este é o momento de avançar. A próxima turma já tem data para começar, dia 19 de maio de 2026. Garanta sua vaga: https://amplumbiogas.com.br/curso/biogas-biometano-aterros-sanitarios/